Histórico

As terras que compõem o atual município de Crateús foram outrora palmilhadas por Domingos Jorge Velho, o bandeirante que viveu erigindo vilas e vadeando rios, levando avante o povoamento de grande parte do nordeste. No final do século XVII, Dona Jerônima Cardim Fróis, viúva de Jorge Velho, sabendo que o seu marido havia varado aqueles sertões de lado a lado, reclamou em seu nome e no de outros herdeiros as vastas e imensas léguas de terra conquistadas pelo famoso bandeirante.

Em 1721, Dona Ávila Pereira arremata o soberbo vale pela quantia de 4.000 cruzados. A posse foi-lhe conferida na fazenda Lagoa das Almas, distante 78 quilômetros do local onde hoje se ergue a cidade de Crateús. A escritura trazia a chancela do Ouvidor de Oeiras, sede, então, da Capitania do Piauí.

Propriedade tão imensa não poderia perdurar por longos anos. Dona Luiza Coelho da Rocha Passos, baiana, descendente da célebre Casa da Torre, adquire posse para fazenda de criar. Anos depois, chega João Ribeiro Lima, novo administrador de Dona Luiza, que fez erguer uma capelinha sob a invocação do Senhor do Bonfim. A imagem veio da Bahia, enviada pela fazendeira. Durante muitos anos, Crateús foi chamada de Piranhas, pela abundância desse peixe que dominava os rios e os riachos das cercanias.

Fonte: IBGE

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