Crateús é um município brasileiro do estado do Ceará, localizado na microrregião do Sertão de Crateús. É a décima segunda cidade mais populosa do estado.

O topônimo “Crateús” vem do tupi ou tapuia, podendo significar:

  • tupi: cará (batata) e teú (lagarto);
  • topônimo tapuia kariri: kra (seco) mais , kraté (coisa seca ou lugar seco) e y (muito frequente), significando “lugar muito seco”;
  • ou ainda o nome da tribo indígena que habitava a região: karati, karatús ou karatis e us (povo ou tribo).

Sua denominação original era “piranhas” (devido à abundância de peixes na região), depois “Príncipe Imperial”

Ceará de 1861 sem Crateús e Independência.

As terras de Crateús, ao sul da Chapada da Ibiapaba, e às margens do rio Poti, eram habitadas pelos índios Karatis, antes da chegada dos portugueses e bandeirantes no século XVII.

Com o sucesso da economia do ciclo da carne-seca e charque, a vila piauiense de Piranhas destaca-se como entreposto comercial comunicando o Ceará e o Piauí, devido ao acidente geográfico (boqueirão) entre a Serra Grande e a de Ibiapaba, facilitando o tráfego entre os dois estados.

A vila Príncipe Imperial integrou o estado do Piauí até o ano de 1880, quando foi anexada ao território do Ceará, como resultado da solução encontrada para o litígio territorial entre esses dois estados. O Ceará reconheceu a jurisdição do Piauí sobre o município de Amarração (Luís Correia) e em troca o Piauí ofereceu dois importantes municípios piauenses: Independência e Príncipe Imperial.

Com a expansão da Estrada de Ferro de Sobral-Camocim para o Piauí, em 1911, as terras de Crateús foram cortadas pela ferrovia e, em 1912, duas estações de trem foram construídas no município: Crateús e Sucesso, e depois outras estações foram construídas em: 1916 Poti, em 1918 Ibiapaba, em 1932 Oiticica e Santa Terezinha.

Devido ao acidente geográfico, o canyon do rio Poti, que corta a Serra Grande, uma conexão natural entre Ceará e o Piauí, o mercantilismo entre os dois estados e o crescimento ao redor da estrada de ferro, Crateús desenvolveu-se como centro urbano e comercial no qual diversos grupos étnicos estão presentes, tanto etnias indígenas (Tabajara, Potyguara, Calabaça, Kariri, Tupinambá) como de descendentes africanos (Quilombos: Queimadas).

Formação administrativa

Em 1832, Crateús foi elevado a categoria de vila ainda com o nome de Príncipe Imperial, sendo desmembrado de Castelo. Em 1880, foi transferido da província do Piauí para a do Ceará através da Lei Nº 3.020 de 22 de outubro de 1880. Em 1889, mudou o nome para Crateús tendo o nome oficializado através do Decreto de Lei Nº 01 de 2 de dezembro de 1889. Em 1911, foi elevado à categoria de cidade. Em 1920, Crateús já tinha 2 distritos: Barrinha e Santana. Em 1929, o distrito Barrinha muda o nome para Ibiapaba, e no mesmo ano é formado mais um distrito: Irapuá. Na divisão administrativa de 1933, Santana não figura como distrito de Crateús; no quadro só aparecia, além do distrito-sede, Graça, Ibiapaba, Irapuá e Tucuns’. Em 1938. Irapuá é rebaixado a povoado, e Graça muda o nome para Chaves, e mais dois distritos são criados: Oiticica e Poti. Em 1944, Chaves muda o nome para Rosa. Em 1951, Irapuá novamente é elevado a categoria de distrito e é criado mais um distrito: Montenebo. Em 1955, mais um distrito: Santo Antonio. Em 1963, Ibiapaba se emancipa de Crateús e anexa o distrito de Oiticica, e no mesmo ano Montenebo também se emancipa com o nome de Monte Nebo’. Em 1965, Crateús anexa o território dos extintos municípios de Ibiapaba e Montenebo (ex-Monte Nebo).

Em 1996, Crateús forma mais cinco distritos: Assis, Curral Velho, Lagoa das Pedras’, Realejo e Santana.

Política

A administração municipal localiza-se na sede: Crateús. O primeiro prefeito foi Tomás Catunda Filho (1912-1915).